Home Comunicar Índice Referências Ligações

Etiologia

Home
O que é a DDAH?
Identificar as DDAH
Etiologia
Prevalência
Tratamento
A escola e a DDAH

 

As causas que conduzem à DDAH são muito variadas e, provavelmente, dependentes de factores diversificados, sendo difícil, na maioria dos casos, determinar uma etiologia precisa, já que também não é detectável nenhum dano cerebral, como acontece noutras perturbações mentais.

Na literatura há referências a um provável peso da hereditariedade (Vasquez, 1997; Villar, 1998).  Pensa-se que características bioquímicas que influenciam o aparecimento de sintomas de DDAH, sejam transmitidas de pais para filhos. Estudos revelaram que 20% a 30% dos pais de crianças hiperactivas manifestaram também comportamentos hiperactivos durante a sua infância (Villar, 1998).

Factores pré-natais, como o uso de álcool e drogas durante a gravidez ou complicações intra-uterinas, e péri-natais, como traumatismos crânioencefálicos e anoxia, são também considerados responsáveis por mudanças estruturais e funcionais do cérebro. Para além de provocarem perturbações específicas, estas disfunções cerebrais interferem no desenvolvimento global da criança (Vasquez, 1997).

Segundo Villar (1998),  os estudos que se debruçaram sobre a influência da dieta alimentar na  DDAH permitiram descobrir correlações, embora não tenham sido capazes de explicar com clareza o seu mecanismo de funcionamento. Na verdade, parece que alguns açúcares, corantes e conservantes têm alguma relação com as DDAH. Observou-se, por exemplo, que quando crianças com hiperactividade consumiam muito açúcar aumentava o seu nível de agitação, embora uma dieta sem açúcar não diminuísse os sintomas da hiperactividade (Villar, 1998).

Parece que não restam muitas dúvidas de que existe uma base biológica na origem das DDAH. Ainda segundo Villar (1998), em estudos mais recentes foi possível estabelecer uma relação entre a capacidade de uma pessoa prestar atenção às coisas e o nível de actividade cerebral. Detectaram-se áreas do cérebro menos activas em pessoas portadoras de DDAH do que em pessoas sem esta problemática, levando à suspeita de uma possível disfunção do lóbulo frontal e das estruturas diencéfalo-mesenfálicas. 

O sucesso que tem sido obtido com a administração de psicofármacos contribui para reforçar a componente biológica e, neste caso, neuroquímica da DDAH. Assim, os medicamentos à base de metilfenidato e de dextroanfetamina facilitariam a produção regulada de dopamina e de noradrenalina, dois importantes transmissores cerebrais, activando as partes do cérebro, aparentemente menos activas.

Em todos os casos, os pais de crianças com DDAH, não se devem sentir culpados. Como refere a ADDA (Attention Deficit Disorder Association) na sua página na web, não há uma clara relação entre a vida familiar e a DDAH, pois nem todas as crianças de famílias instáveis ou disfuncionais têm DDAH e nem todas as crianças com DDAH provêm de famílias disfuncionais.

Embora o conhecimento das causas que conduzem à DDAH permita o diagnóstico mais rigoroso desta problemática e possibilite a adopção de medidas preventivas, os pais e educadores devem preocupar-se menos com a busca das causas (já que é tão imprecisa a sua determinação) e  mais com as medidas que reduzam o impacto desta desordem na vida das crianças.

 

 


Home ] O que é a DDAH? ] Identificar as DDAH ] [ Etiologia ] Prevalência ] Tratamento ] A escola e a DDAH ] [ Ler ou escrever mensagens ]


Comentários sobre esta página podem ser enviados para

J. Fernando Gonçalves